Mercado financeiro esvaziado reorganiza operações com chuva em São Paulo | EXAME

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Bolsa de valores: sistemas remotos de transações estão sendo acionados para garantir operação (Germano Lüders/EXAME)

Depois da morte do general iraniano e do coronavírus, a nova ameaça à bolsa brasileira neste início de 2020 é… um temporal. Os bancos e as corretoras de valores estão reorganizando as operações internas nesta manhã de segunda-feira chuvosa em São Paulo porque muitos funcionários não estão conseguindo chegar aos escritórios devido aos alagamentos nas ruas.

O banco Santander Brasil autorizou os funcionários do seu edifício sede, na marginal do rio Pinheiros, a trabalhar de casa (home office), assim como o banco de investimentos BTG Pactual e a corretora Necton. “A parte operacional está funcionando. Mas dois membros da minha equipe estão em casa”, diz André Perfeito, economista-chefe da Necton. Na Eleven Financial, a equipe também foi autorizada a trabalhar de casa. Estão presentes no escritório apenas os profissionais que moram próximo da região da Berrini, onde está localizada a casa de análises de investimentos.

Às 10h49, pouco menos de uma hora depois da abertura da bolsa B3, o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, subia 0,3%, para 114.138 pontos. A maior alta era da ação da fabricante de vestuário Hering, que subia 2,6%, para 25,32 reais. A maior baixar era da resseguradora IRB Brasil, cuja ação caía 4,9%, para 37,61 reais. O dólar comercial recuava 0,1%, vendido a 4,316 reais.

Os dois grandes rios que cortam a capital paulista, o Pinheiros e o Tietê, transbordaram na madrugada de hoje após fortes chuvas, e diversos trechos das avenidas que os margeiam foram interditados pela Companhia de Engenharia de Tráfego. O governo estadual pediu que a população não saia de casa, se possível.

A maior parte das instituições financeiras se localiza na região da avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul da capital paulista, que tem na marginal Pinheiros uma das principais vias de desclocamentos. às 10h45, existiam 88 pontos de alagamento na cidade, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da prefeitura.

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O problema de locomoção causado pela chuva também afetou a Infinity Asset, que fica próxima ao metrô Vila Olímpia, bem perto da marginal Pinheiros. “Estou com metade do meu staff aqui”, diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity.

Para Marco Tulli Siqueira, diretor da corretora Necton, o fato de os funcionários não conseguirem chegar deve afetar muito pouco ou nada o movimento no mercado de capitais. “Existem sistemas alternativos remotos que permitem a continuidade das operações”, diz o executivo. Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset Management, concorda. “Ordens de compra e venda de ativos podem ser passadas até pelo telefone, se for o caso”, diz Spyer.

Fonte: exame.abril.com.br/mercados/mercado-financeiro-esvaziado-reorganiza-operacoes-em-dia-de-chuva

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