Ibovespa sobe e fecha acima dos 115 mil puxado por ações da Vale | EXAME

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Bolsa: Ibovespa fecha em de 0,81% e fica em 115.556,71 pontos (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

À medida que o tempo passa, o efeito do coronavírus sobre as bolsas diminuem. Nesta terça-feira, a bolsa de Xangai subiu 1,34%, pondo fim ao movimento de ajuste. Na sessão, o banco central da China voltou injetar dinheiro no mercado com o intuito de reduzir a volatilidade. Desde segunda-feira (3), quando o mercados chineses voltaram a operar depois de uma pausa de 11 dias, a injeção de liquidez por meio de operações compromissadas somam 242,7 bilhões de dólares.

A alta e cautela do governo chinês em tentar mitigar variações mais bruscas foram bem aceitas pelo mercado, dando maior tranquilidade para as negociações nas bolsas ocidentais, com o índice pan-europeu Stoxx 50 avançando 1,94% e o S&P 500,1,50%. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,81% e encerrou o pregão desta terça em 115.556,71 pontos. 

Na Bolsa, a alta foi puxada, principalmente, pelas ação da Vale, que sozinha representa 7,9% do principal índice da bolsa – maior posição individual do Ibovespa. Na sessão, os papéis da mineradora subiram 2,67%.

A alta foi influenciada pela cotação do minério de ferro, que teve apreciação 4,21%, se recuperando da forte queda de mais de 5% na segunda-feira. Com a commodity em alta, as siderúrgicas Gerdau, CSN e Usiminas se valorizaram 4,28%, 1,77% e 0,93%, respectivamente. 

Economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira vê o mercado mais tranquilo quanto aos efeitos do coronavírus, mas avalia que o avanço do número de infectados e mortos pela doença segue no radar dos investidores. “Todo dia de manhã a gente vê as estatísticas. Ainda vai ter volatilidade no caminho. A curva de infectados ainda não atingiu o pico, mas não é mais aquele temor de o surto virar uma pandemia com milhares de mortes”, disse.

Os papéis da Petrobras também tiveram participação participação relevante na alta do Ibovespa. Na sessão, as ações ordinárias da estatal subiram 2,47% e os preferenciais, 1,60%. A alta, segundo o economista, foi impulsionada pela alta procura pelos papéis da companhia no follow-on programado para sexta-feira. Segundo notícia do Valor, a demanda supera em três vezes ofertas.

Outro setor que teve um dia positivo na bolsa foi o de construção civil, tendo como a decisão sobre a Selic marcada para às 18h de amanhã (5). A expectativa é a de que a taxa básica de juros caia de 4,50% para 4,25% ao ano, o que beneficiaria o financiamento de imóveis. Nesta terça, os papéis da MRV subiram 2,77%, enquanto os da Gafisa e os da Tenda apreciaram 9,8% e 3,31%, respectivamente. 

Para o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Syper, o setor imobiliário deve continuar se apreciando na Bolsa. “Vale lembrar que os juros estão na mínima histórica. Juros para baixo vai ser o novo ‘low’ do Brasil. Juros para baixo e imóveis para cima”, disse.

Fonte: exame.abril.com.br/mercados/ibovespa-sobe-e-fecha-acima-dos-115-mil-puxado-por-acoes-da-vale

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